PARTE III - ÉPOCA DE CRIAÇÃO

PARTE III - ÉPOCA DE CRIAÇÃO

Enfim chegou a grande época , investimos em aves para padreamento , preparamos elas pra criação e agora chegou o momento de fazermos nossas aves produzir .

 

Como falei no capítulo anterior houve todo um trabalho de preparação e estimulação das aves a entrarem no cio , agora entraremos com a criação em si. 

 

Antes de mais nada , devemos lembrar que o Brasil é um páis intercontinental , temos diversos climas e micro-climas que podem diferenciar o manejo , a forma que descreverei creio abranger a maior parte porém saliento que a minha experiência de cria é em São Paulo onde temos as 4 estações bem definidas e não tanto extremas como outras regiões . 

 

Utilizo como período de cria entre os meses de agosto a Dezembro , é claro que alguns casais se aprontem um pouco mais cedo ou outros que se prolongue um pouco mais mas creio que o ápice esteja compreendido nesse período .

 

É muito importante não sobrecarrecar o casal , de nada adianta esgotar nossos canários e adoece-los ou prejudicar a sua longevidade e produtividade . Eu adoto como limite 03 ciclos completos ( postura /choco/nascimento/desmame )  ou até 05 mesmo que incompletos ( rodada com ovo branco , abandono de choco , uso de amas etc ) . Contando a partir da postura teremos 13 dias de incubação até o nascimento + 30 dias para o desmame , arredondando 45 dias para um ciclo completo , tres ciclos 135 dias , suficientemente adequado para o período de agosto a Dezembro . 

 

Primeiramente coloco o macho na gaiola já preparada , uso a argentina com 02 puleiros e ninho com forro de tecido . Corto juta em pedaços de 5cm2 e prendo na grade com prendedores . Uma semana depois insiro a fêmea . Costumo colocar em meados de agosto , essa época as fêmeas já estão começando a entrar no cio . Solto direto , só coloco divisória caso eu note que brigam muito , no contrário já ficam juntos .

 

Quando a fêmea bota o 1º ovo , o retiro e coloco um ovo artificial ( ovo de plástico vendido em pet shop ) . Faço esse procedimento sempre pela manhã  e consecutivamente até o 4º ovo , onde coloco todos de volta ao ninho e deixo a fêmea chocar . Esse procedimento além de minimizar a diferença de nascimento entre os filhotes , ajuda a sincronizar as fêmeas de tal forma que eu coloque em choco o maior número possível de fêmeas . Isso ajuda muito no manejo . Costumo segurar até uma semana no máximo pra retornar os ovos para o choco . 

 

 Temos aqui uma espécie de arquivo de ovos , onde cada gaveta é preenchida com painço para acondicionar os ovos e toda gaveta é numerada .

 

Na gaiola temos uma ficha de controle onde marcamos o dia da postura , os dados do casal assim como previsão de nascimento . Quando se tem uma ou duas gaiolas é fácil memorizar os dados , porém quando se passa de mais , o ideal é sempre ter marcações precisas para termos controle de todo o processo reprodutivo e para sabermos a genética que temos em mãos . Abaixo segue um exemplo de ficha que deixamos afixada em cada gaiola :

 

 

Além desse controle manual , passamos para uma listagem digital  que fica salva em nosso computador assim como fica uma cópia impressa . É uma listagem simples feita em word mas que nos auxilia e muito no controle de nossa genética , temos a relação de nossas aves desde 2001 . 

 

Segue o modelo do controle